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[Review] Soul Hackers

Por Anônimo em 8 de setembro de 2013






Shin Megami Tensei: Devil Summoner: Soul Hackers

Soul Hackers é um dos diversos spin-off da série SMT, inicialmente lançado para Sega Saturn, teve um port para PSX, e por fim chegou ao seu estado portátil, na tela de nossos 3DS; mesmo parecendo um pouco improvável, por fim ele chegou ao ocidente, 16 anos depois. O jogo tem uma temática demasiada futurista, abordando até temas como Realidade Virtual, ou o fato do ID de você e todos seus amigos ser diretamente vinculado com seu PC.O jogo se passa em Amami City, uma antiga cidade, quase interiorana, foi reformada por um grupo de investidores, Algon Soft, e a tornaram a ‘’central da tecnologia’’, mais tarde implantando um sistema de realidade virtual, Paradigm X, que completaria o conceito de Utopia, de cidade, onde até se pode provar uma roupa no jogo, e  caso goste, ela será mandada para sua casa!
Você é colocado na pele de um membro da elite dos hackers, um grupo conhecido como Os Spookies, e  após conseguir uma licença beta para usar o aplicativo, o protagonista adquire um COMP, um PC portátil de duas telas, em formato de uma arma (GUMP) o qual possui um programa para evocação demônios. Pouco depois, a cidade começa a ficar infestada de demônios, pessoas começam a entrar em coma enquanto jogam Paradigm X, e um grupo rival de Devil Summoners (Evocadores de demônios) se põe a mostra, a Phantom Society, aparentemente responsável por todas as calamidades acontecendo; seu principal trabalho agora é desvendar as verdadeiras intenções por trás da pseudo-utopia que se implantou na sua cidade.A narrativa é muito bem desenvolvida, e as vozes adicionadas, exclusivas para o 3DS, deixa os personagens com uma personalidade ainda mais natural, ou no caso de Finnegan, badass, o que ajuda a torna-los ‘’reais’’. Uma das personagens é particularmente adorável, Hitomi, sua amiga de infância, é possuída pelo demônio preso no Gump, Nemissa, criando basicamente uma discussão ambulante, que, no caso, vira sua parceira.
Você jogará tanto no presente, como o protagonista, quanto na passado, através de algo chamado ‘’Vision Quest’’, onde você adquire o espírito de outros personagens para ver o quão importantes eles foram para história com seus próprios olhos. O jogo é um explorador de Dungeon em primeira pessoa, e a medida que ele foca principalmente nos elementos da história e narrativa, ainda assim terá momentos divertidos e frustrantes, explorando mapas, desvendando puzzles, e lutando desde batalhas aleatórias à chefes complicadíssimos.Os Dungeons costumam ser comuns ou surreais, desde planetários, museus de arte, tabuleiros de xadrez gigantes, entre outros, e todos eles possuem puzzles, geralmente complexos; o que acha de ter que decorar todas as constelações? Algo é fato, é necessário prestar bastante atenção no ambiente e até nas falas do NPC, pois podem te dar dicas valiosas para até quando não estiver mais explorando.
Quanto as batalhas, em Soul Hackers, diferente dos últimos lançados Devil Summoner, são baseadas em turnos, com uma variedade aceitável de habilidades, o jogo tem como base: Ataques Físicos, Armas, Mágicos e Magias de Suporte. Mas não só isso, é preciso saber explorar os pontos fortes e fracos dos inimigos, e o posicionamento também é importante (duas fileiras de três, com você demônios), pois, dependendo de onde se coloca o personagem isso limita os ataques e técnicas que ele pode usar. Um conceito interessante é que você pode lutar com os exatos mesmos demônios que você recrutou e/ou fundiu.

                      
Temos mais de 300 demônios para recrutar, sendo eles heróis e vilões de alguma mitologia ou folclore, ou entidades de algumas religiões. Em que jogo você poderia liderar a deusa Hindu Lakshmi junto do deus nórdico Thor para abater uma horda de demônios comandada por Cérbero? Não, você não precisa ser o maior manjador de mitologia para jogar, mas precisa sim saber o sistema por trás dos demônios, entender suas personalidades, aumentar sua lealdade, ver como a lua afeta os inimigos do campo, tudo é isso é importante para prosseguir no jogo.
Cada demônio tem um tipo de personalidade, e isso faz afetar a sua escolha de ataques em batalha, a ideia é maximizar a lealdade dele dando os comandos que ele quer executar, quando a mesma atingir o máximo, ele vira seu pau mandado. As personalidades são:

-Kind (Generoso): Não gostam de atacar, preferem usar magias curativas, ou de suporte ou até o comando Guard.
-Wild (Selvagem): Gostam de fazer muito dano com seus ataques físicos.
-Sly (Astuto): Utilizam-se de ataques mágicos.
-Calm (Calmo): No jogo diz que costumam fazer a melhor decisão, então é melhor ele mesmo escolher o ataque através do comando GO, mas na verdade gastam todo o MP a toa e ficam nervosinhos quando você os ordena a fazer algo. (Recomendo usar presentes para maximizar a lealdade, antes de leva-los à batalha)
- Sem Personalidade: Eles só te obedecem, sério.

Os demônios com a lealdade no máximo, na maior parte do tempo, não ligará usar ataques que vão contra sua natureza para te agradar, mas ainda há a possibilidade de embebedá-los! Sim, ao estilo Jeremias, dê bastante saquê para mudar um demônio Wild para um Kind.



Além do sistema de batalha, mais um fator que marca a série SMT é a negociação, quando uma batalha começa você pode tentar dar um pau nos demônios ou começar a conversar com eles, o que geralmente leva a diálogos interessantes, variando desde sua visão política, religiosa ou até sobre gases (?).  É um sistema bem desenvolvido, dependendo da personalidade deles, e das suas escolhas, eles podem virar seus aliados, te deixar para trás, te dar um bom item, pedir um presente, espalhar boatos sobre você para outros demônios, te curar, ou até dar em cima de você! Também existe um certo risco de ele te atacar caso não se agrade com o que tem a dizer.
Existe um fator que interfere muito na hora de evocar ou recrutar demônios, que é a ‘’base’’ deles, desde Law a Chaotic, ou Neutral. Por exemplo, se você tiver um Anjo da Lei, um Demônio do Caos não vai querer nem conversar com você.
Outro fator que influência muito é a lua, quando estão mais fortes ou mais fracos, mais generosos ou mais ‘’malvados’’, as vezes eles ficam mais loucos que um chihuahua no cio.

             

Conversar e recrutar não é a única maneira de incrementar seu time, você pode fundir dois (Binary Fusion) ou três (Ternary Fusion) para criar demônios mais poderosos; é importante, pois eles não sobem de level. O lado positivo é a ampla exploração do jogo que disso resulta, o negativo é não poder fazer um adorável Jack Frost tão poderoso quanto um Lúcifer.
Além dos costumeiros Ienes necessários para comprar  suas armas e itens, também é necessário outro elemento chamado Magnetite. Essa é a moeda utilizada no meio demoníaco, para evoca-los, curá-los, e o mais importante, mantê-los vivos. Todo passo dado nas dungeons custam Magnetite, e quanto mais poderosos seus aliados, maior é o custo, todavia isso é rapidamente recuperado através de batalhas ou negociações .(Não precisa ficar racionalizando, como com seu salário no final do mês).
Com tantos ‘’contrastes’’ que o jogo possui, não é surpresa alguma ele ser uma experiência completamente inovadora, mesmo sendo um jogo de 16 anos atrás. Muito disso vem da forte personalidade do jogo, e uma imaginação que supera até os minigames de Wario Ware. Quando está machucado, você não procura ajuda medica, e sim num restaurante de comida tailandesa, suas armaduras vem de uma galeria de arte, e ainda compra armas de uma loja com filmes.. digamos.. maduros (mas não adianta procurar uma coleção das Brasileirinhas lá).
A versão de 3DS ainda tem mais uma algumas inovações, sendo elas adicionar habilidades ao seu Gump para aumentar ou diminuir a dificuldade, salvar em qualquer lugar, ter um auto-mapa, ou mostrar diretamente as fraquezas e habilidades do seu inimigo; mas, é claro, há uma limitação de cinco habilidades.
Além disso, o jogo conta com uma nova e melhorada Soundtrack, que acaba se tornando deveras memorável, e com extrema sintonia com os cenários. O som de rock eletrônico de Amami City, a suave música ambiente de Paradigm X, o Jingle que combina tanto com a personalidade do farmacêutico solitário, que te oferece sempre uma xícara de chá, como de sua farmácia, entre diversas outras! Até os efeitos de som são meio ‘’retrô futurísticos com elementos cyberpunk’’ (acredite, não há outra maneira de descrever.

                           

Além do mais, não se podia perder a função de Street Pass; com ele você pode coletar D-Souls, que representa o dinheiro, com elas, ou caso use bastante a dita função, seu Nemechi (demônio estilo Tamagotchi) toma novas formas, e você pode evocar demônios especiais. Infelizmente, para isso, é necessário que a outra pessoa também jogue Soul Hackers, então, que tal depois de ler essa review, e jogar, divulgar para seus amigos esse incrível universo criado pela Atlus?!Mas antes disso, uma pequena lista de Pros e Cons

Pros
-O jogo possui uma história inovadora, até comparado com os antecessores dessa franquia feita de histórias inovadoras.
-O RPG simplesmente flui, descartando qualquer necessidade de Griding.
-Possibilidade de salvar em qualquer local. [exclusividade do 3DS]
-Uso de moedas para comprar demônios especiais.
-Maior parte dos eventos completamente dublados.

Cons
-O jogo possui mais de dezesseis anos, e seus gráficos podem não agradar a todos.
-Impossibilidade de aumentar o nível dos demônios.
-A passagem de habilidades é muito limitada se comparada aos demais SMT portáteis.


Então, para fãs de Shin Megami Tensei,  ou aqueles que estão procurando uma experiência nova para seu 3DS, Soul Hackers é um jogo que tem que entrar em sua lista! Sua dificuldade moderada e um seu tema futurístico fazem uma combinação perfeita; num enredo impressionantemente obscuro e bem desenvolvido. Então, se é isso que você está procurando para a tela do seu 3DS..
Who  you gonna call..? The Spookies!

       


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